Mostrando postagens com marcador Fórmula 1. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fórmula 1. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de dezembro de 2012

Malásia 2009: Dia maluco

Por Wanderson Souza:
Em uma madrugada de sábado para domingo do ano de 2009, aconteceu uma coisa maravilhosa durante o GP da Malásia, era o dia do meu aniversário de 12 anos, e a prova foi paralisada pela pequena chuva que caiu sobre o circuito deixando partes do traçado como uma piscina olímpica (exagerei demais).
Eram 4:30 da manhã, estava deitado na cama com um caderno fazendo meus típicos desenhos de pista de corrida, enquanto a corrida do GP da Malásia estava paralisada. Quando estava fazendo a última curva do traçado que eu desenhava, acabei riscando todo o desenho pois me assustei com um gigantesco barulho. Então esse pimpolho que vos escreve saiu da sua caminha, atravessou toda a casa escura (caguei de medo) e assim que cheguei na sala me deparei com meus pais na janela da rua, e estava toda escura, pronto, imaginei inúmeras coisas ruins.

Quando cheguei na janela me deparei com o poste que ficava bem em frente a minha querida casa partido ao meio, lá estava um carro com a frente e a lateral todo amassado, pensei, alguém morreu! Mas para a nooooossa alegriaaaaaaa ninguém se feriu.

O motorista em entrevista oficial aos meus pais e meus vizinhos disse que havia levado a querida patroa em casa e que o mesmo estava indo para sua casinha dormir tranquilo, quando cochilou no volante, e não deu outra, acidente na certa.

Neste mesmo dia aconteceu um acidente de racha na minha rua, e segundo algumas pessoas, ele perdeu um dos pés pelo impacto do acidente, mas infelizmente não fiquei sabendo mais nada sobre o acidente.

Até hoje sempre que passo naquele lugar agradeço ao poste, pois sem ele, o carro acertaria o quarto de meus pais, e o resultado poderia ter sido até pior.

Depois de vermos que nosso querido acidentado estava bem, que o poste já era, e que os vizinhos fofoqueiros foram dormir, eu voltei a assistir ao GP da Malásia, que foi vencida pelo inglês de tocada suave (né Galvão?) Jenson Butão, na época piloto da Brawn GP.

Bem pimpolhos, quase tudo deu errado nesse dia, mas, foi a corrida mais emocionante que eu assisti na Fórmula 1, embora eu tenha dormido durante as 25 primeiras voltas daquele GP.

Queridos pimpolhos agora eu vou dormir pois amanhã acordarei cedo para arrumar meu quarto que está pior ou igual a um chiqueiro (hahaha). Até mais amigos!

GP da França 1999: A fuga da Igreja



Por Guto Mauad:


Em um domingo ensolarado, acordei muitíssimo animado para assistir ao Grand Prix du France de F1, o ano era 1999 e esse papa automobilístico, que na época era no máximo um coroinha dos kartista do Armageddon, se preparava para acompanhar mais uma corrida, atividade normal desde 1994 para esse pobre e indefeso garoto.

Apesar do título desse diário nos levar a conclusão de que o “causo” se passa na França, a derrocada toda ocorreu no Brasil,em Sorocaba, o que não torna a crônica menos interessante.

Como todos os domingos, eu havia acordado 30 minutos antes da largada, era um ritual onde eu preparava meu computador com os tempos dos pilotos, previsão de paradas, entre outras coisas, mas naquele fatídico dia, fui surpreendido com uma notícia que saiu da boca de minha mãe feito uma bomba nuclear em meu domingo, “Guto, temos que ir para a missa”, ao indagar a dona da pensão sobre o porque não poderia faltar à gloriosa cerimônia religiosa, fui surpreendido com mais um daqueles mísseis que não citarei o nome “o padre montou um esquema novo para controlar as faltas dos catequisandos, após o término da missa, cada infeliz criança receberia uma figurinha do padre, após o término do ano, deveríamos mostrar as figurinhas ao líder religioso, comprovando assim nossa frequência em suas maravilhosas missas (sem ironia meus caros!).

Sem opção me dirigi até a Igreja sabendo que não havia saída, muitos de vocês poderão falar que fiz uma tempestade em um copo d’água, mas o detalhe que omiti até então é que o pole position da prova dos comedores de croissant, era simplesmente o rei da pachecada da época, Rubens Barrichello, e para delírio dos pachecos de plantão, o cara corria com um carro meia boca, o Stewart-Ford, a pole veio devido a mudanças no tempo durante a classificação, mas Galvão jamais explicou isso para a pachecagem.

Voltemos nosso foco para a Igreja, a largada já havia sido dada, eu sabia que aquele era o fim do meu domingo, cada minuto que passava, minha raiva aumentava,e a vontade de gritar para a igreja toda ouvir que era um absurdo obrigar-me a estar lá,aumentava, comecei a olhar para os lados, e foi nesse momento que senti que minha sorte voltara. Eu tenho dois primos, gêmeos univitelinos, eles chegaram atrasados para a missa e logo que os avistei, tracei meu plano de mestre, eu finalmente passaria o padre para trás.

A ideia era simples, caras idênticas, os ajudantes do padre sabiam dessa peculiaridade, então se um dos caras iguais passasse duas vezes na fila das figurinhas, ninguém ia notar que a regra do padre seria burlada. Minutos depois eu já havia trocado de lugar e alcançara meus salvadores da pátria, só faltava convencê-los a realizar o plano.

Após alguns minutos de insistência, os meninões aceitaram participar da fraude que talvez me levasse a arder no mármore do inferno, já haviam passados 40 minutos de prova e Rubinho ainda era o líder da corrida!Ufa!

Não me lembro mais como acabou aquele GP, meus pachecos, mas a corrida chegara ao seu final,e eu sorrateiramente entrei na igreja, vi os inocentes primos, que só toparam realizar o plano pois temiam uma represália do ente mais velho, coletando as valiosas figurinhas e logo após receber o prêmio da fraude,  fui cumprimentar o glorioso funcionário da fé em Deus na Terra.

Mas o maior prêmio daquela manhã além de ver o evento francês, foi receber o tapinha nas costas, dado pelo padre, me parabenizando pelo bom comportamento que tive durante a missa, isso sim foi o golpe final que apliquei em alguém que tentou quebrar um ritual que se repete desde os tenros momentos de minha vida, o de nunca perder uma prova de F1, desde 1999, fora o padre, saibam que ninguém nunca mais chegou perto de me impedir de assistir uma corrida da maior categoria de autos do mundo!